Velhos Contos, para Aconchegar o Ano Novo
11 Jan 2026
LiteraturaSeixal
Em fevereiro de 1996, o Seixal Boletim Municipal noticiava: «Cerca de 1500
alunos e professores estiveram envolvidos na iniciativa Sessões de Contos
Populares Africanos, que decorreu no âmbito do projeto “À Descoberta da
Cultura Africana”, promovido pela Câmara Municipal».
Trinta anos depois, três dos obreiros dessas «sessões», dois narradores
(Ângelo Torres e António Fontinha) e uma editora (Raja Litwinoff),
reencontram-se na Biblioteca Municipal do Seixal para nos trazerem mais
histórias. Contos que nos ajudam a descobrir os melhores caminhos.
Sobre os dinamizadores
António Fontinha nasceu em Lisboa, em 1966, e viveu em Angola até 1974.
Concluiu o primeiro ano do Curso de Teatro da Escola Superior de Teatro e
Cinema de Lisboa (1985-1986), trabalhou como ator em diversas produções e,
em 1992, começou a contar histórias no Centro Educativo da Bela Vista, ao
serviço do Chapitô. É um dos pioneiros da narração oral em Portugal e
vive exclusivamente de contar histórias desde 1995.
A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa e,
paralelamente à atividade de narrador, conduziu campanhas de recolha de
contos tradicionais por todo o território nacional.
Ângelo Torres nasceu na Guiné Equatorial, mas as suas raízes estão em
São Tomé. A sua experiência de vida passa por África, Europa e América
do Norte. Apesar de ser formado em Engenharia Termodinâmica, licenciatura
tirada em Cuba onde viveu sete anos, Ângelo Torres passou para o mundo da
representação, uma mudança que veio a provar ser das decisões mais
significativas na sua vida. Hoje é dos atores negros com maior currículo em
Portugal, mas conforme o próprio afirma: «se me fossem perguntar do que
mais gosto, acho que é de contar histórias, o contar histórias sou
“eu”.»
Raja Litwinoff é uma germano-russa crescida em Portugal, com experiência
em educação/formação linguística na Alemanha (aulas de integração para
imigrantes) e em Portugal (coordenação de um projeto de educação bilingue
com crianças de origem cabo-verdiana).
Trabalha desde 1996 na cooperação para o desenvolvimento, com
especialização em metodologias participativas, organizações de base
comunitária e género. Em 2012, regressou à área das letras sob a forma
de ativismo cultural, através de vários projetos virtuais e na vida real
ligados à divulgação de literaturas e línguas africanas em Portugal,
nomeadamente para públicos africano e de origem africana.
alunos e professores estiveram envolvidos na iniciativa Sessões de Contos
Populares Africanos, que decorreu no âmbito do projeto “À Descoberta da
Cultura Africana”, promovido pela Câmara Municipal».
Trinta anos depois, três dos obreiros dessas «sessões», dois narradores
(Ângelo Torres e António Fontinha) e uma editora (Raja Litwinoff),
reencontram-se na Biblioteca Municipal do Seixal para nos trazerem mais
histórias. Contos que nos ajudam a descobrir os melhores caminhos.
Sobre os dinamizadores
António Fontinha nasceu em Lisboa, em 1966, e viveu em Angola até 1974.
Concluiu o primeiro ano do Curso de Teatro da Escola Superior de Teatro e
Cinema de Lisboa (1985-1986), trabalhou como ator em diversas produções e,
em 1992, começou a contar histórias no Centro Educativo da Bela Vista, ao
serviço do Chapitô. É um dos pioneiros da narração oral em Portugal e
vive exclusivamente de contar histórias desde 1995.
A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa e,
paralelamente à atividade de narrador, conduziu campanhas de recolha de
contos tradicionais por todo o território nacional.
Ângelo Torres nasceu na Guiné Equatorial, mas as suas raízes estão em
São Tomé. A sua experiência de vida passa por África, Europa e América
do Norte. Apesar de ser formado em Engenharia Termodinâmica, licenciatura
tirada em Cuba onde viveu sete anos, Ângelo Torres passou para o mundo da
representação, uma mudança que veio a provar ser das decisões mais
significativas na sua vida. Hoje é dos atores negros com maior currículo em
Portugal, mas conforme o próprio afirma: «se me fossem perguntar do que
mais gosto, acho que é de contar histórias, o contar histórias sou
“eu”.»
Raja Litwinoff é uma germano-russa crescida em Portugal, com experiência
em educação/formação linguística na Alemanha (aulas de integração para
imigrantes) e em Portugal (coordenação de um projeto de educação bilingue
com crianças de origem cabo-verdiana).
Trabalha desde 1996 na cooperação para o desenvolvimento, com
especialização em metodologias participativas, organizações de base
comunitária e género. Em 2012, regressou à área das letras sob a forma
de ativismo cultural, através de vários projetos virtuais e na vida real
ligados à divulgação de literaturas e línguas africanas em Portugal,
nomeadamente para públicos africano e de origem africana.
Equipamento:
Biblioteca Municipal do Seixal