Os Mundos no Corpo
27 Jun a 14 Ago 2026
ExposiçõesSeixal
Exposição de José Faria.
A inauguração realizou-se no dia 27 de junho, sábado, às 17 horas.
De 27 de junho a 14 de agosto
Horário
De terça-feira a sexta-feira, das 10 às 20.30 horas.
Sábado, das 14.30 às 20.30 horas.
Era uma vez um menino para quem a mãe era o sol. Refúgio. Era ela que o
levava a museus, que comprava lápis e cadernos para que pudesse desenhar,
que lhe fazia a roupa e encontrava forma de que andasse calçado.
Estudava com a luz das velas e ouvia a música que a mãe lhe tinha ensinado
a amar debaixo das mantas da cama, num pequeno rádio a pilhas que ela lhe
tinha oferecido.
Quase a terminar o curso de artes, foi obrigado a fazer o serviço militar,
que lhe levou quase quatro anos de vida. Dois dos quais em África. Pouco ou
nada conta desses tempos… muito sofrimento.
Com formação inicial da Escola António Arroio – Curso de Desenhador,
Gravador Litógrafo, em 1959, José Faria tornou-se um prestigiado pintor e
gravador, e iniciou uma vasta produção artística com um papel fundamental
no ensino e na divulgação da gravura calcográfica em Portugal e Espanha,
tendo muita da sua obra gráfica sido editada.
Está representado em diversas instituições e coleções particulares,
nacionais e estrangeiras, de que se destacam as Bienais de Arte Gráfica de
Viena-Cracóvia-Ljubljana.
Conquistou, entre outros, o Prémio de Edição da III Exposição de
Gravura da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, e Bienal de Ljubljana,
Jugoslávia, 1981; Grande Prémio Papers Papier, 2010; Grande Prémio Papers
Papier, 2011; Grande Prémio Carreira – CCP, 2017; Grande Prémio Papers
Papier, 2024.
É admirável e magnífico como a sua arte não foi contaminada pelas
agruras da vida, pois transmite e produz emoções. Tem «alma». «Fala»
connosco. Conta histórias belas e fantásticas que permitem perceber o
talento do artista e a sensibilidade do homem, a par do rigor da técnica e,
sobretudo, um enorme respeito e carinho pelos temas que aborda.
Acerca do homem e da obra, José Delgado Martins, um amigo de longa data,
escreveu: «Faria tem vindo a realizar um percurso sólido e genuíno. A
densidade e plasticidade inventiva do seu trabalho, de grande rigor
compositivo, em que a voluptuosidade e fina ironia estão latentes,
distinguem-no dos seus contemporâneos. A paisagem (tantas vezes inventada) e
a figura humana, onde se destaca a fealdade e a beleza do universo feminino,
sem desprezar um sensualismo sabido, são temas recorrentes.»
E Isabel Hub Faria, catedrática de Linguística, acrescenta: «A pintura de
José Faria tem o peso da sua relação com a vida, da coerência, da
honestidade, mas também da sua obsessão de controlar a forma pelo modo como
a forma nos controla. Pelo desenho, aparentemente realista, José Faria
obriga à abstração, obriga a ver o que os olhos, só por si, não
absorvem. Nessa visão, nos tornamos cúmplices, o admiramos e
compreendemos.»
Em 2025 a Câmara Municipal do Seixal teve a honra e o prazer de lhe
atribuir a Medalha de Mérito Cultural, entregue no decorrer da Sessão
Solene Comemorativa do 189.º Aniversário da Fundação do Concelho do
Seixal.
A inauguração realizou-se no dia 27 de junho, sábado, às 17 horas.
De 27 de junho a 14 de agosto
Horário
De terça-feira a sexta-feira, das 10 às 20.30 horas.
Sábado, das 14.30 às 20.30 horas.
Era uma vez um menino para quem a mãe era o sol. Refúgio. Era ela que o
levava a museus, que comprava lápis e cadernos para que pudesse desenhar,
que lhe fazia a roupa e encontrava forma de que andasse calçado.
Estudava com a luz das velas e ouvia a música que a mãe lhe tinha ensinado
a amar debaixo das mantas da cama, num pequeno rádio a pilhas que ela lhe
tinha oferecido.
Quase a terminar o curso de artes, foi obrigado a fazer o serviço militar,
que lhe levou quase quatro anos de vida. Dois dos quais em África. Pouco ou
nada conta desses tempos… muito sofrimento.
Com formação inicial da Escola António Arroio – Curso de Desenhador,
Gravador Litógrafo, em 1959, José Faria tornou-se um prestigiado pintor e
gravador, e iniciou uma vasta produção artística com um papel fundamental
no ensino e na divulgação da gravura calcográfica em Portugal e Espanha,
tendo muita da sua obra gráfica sido editada.
Está representado em diversas instituições e coleções particulares,
nacionais e estrangeiras, de que se destacam as Bienais de Arte Gráfica de
Viena-Cracóvia-Ljubljana.
Conquistou, entre outros, o Prémio de Edição da III Exposição de
Gravura da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, e Bienal de Ljubljana,
Jugoslávia, 1981; Grande Prémio Papers Papier, 2010; Grande Prémio Papers
Papier, 2011; Grande Prémio Carreira – CCP, 2017; Grande Prémio Papers
Papier, 2024.
É admirável e magnífico como a sua arte não foi contaminada pelas
agruras da vida, pois transmite e produz emoções. Tem «alma». «Fala»
connosco. Conta histórias belas e fantásticas que permitem perceber o
talento do artista e a sensibilidade do homem, a par do rigor da técnica e,
sobretudo, um enorme respeito e carinho pelos temas que aborda.
Acerca do homem e da obra, José Delgado Martins, um amigo de longa data,
escreveu: «Faria tem vindo a realizar um percurso sólido e genuíno. A
densidade e plasticidade inventiva do seu trabalho, de grande rigor
compositivo, em que a voluptuosidade e fina ironia estão latentes,
distinguem-no dos seus contemporâneos. A paisagem (tantas vezes inventada) e
a figura humana, onde se destaca a fealdade e a beleza do universo feminino,
sem desprezar um sensualismo sabido, são temas recorrentes.»
E Isabel Hub Faria, catedrática de Linguística, acrescenta: «A pintura de
José Faria tem o peso da sua relação com a vida, da coerência, da
honestidade, mas também da sua obsessão de controlar a forma pelo modo como
a forma nos controla. Pelo desenho, aparentemente realista, José Faria
obriga à abstração, obriga a ver o que os olhos, só por si, não
absorvem. Nessa visão, nos tornamos cúmplices, o admiramos e
compreendemos.»
Em 2025 a Câmara Municipal do Seixal teve a honra e o prazer de lhe
atribuir a Medalha de Mérito Cultural, entregue no decorrer da Sessão
Solene Comemorativa do 189.º Aniversário da Fundação do Concelho do
Seixal.
Equipamento:
Galeria de Exposições Augusto Cabrita