O GUIA FORA DE PORTAS

DA REGIÃO DE SETÚBAL


Festival do Maio 2025

30 e 31 Mai 2025
FestivaisMúsicaSeixal
O Festival do Maio está de regresso e na sua 6.ª edição conta com os
concertos dos portugueses Xutos Pontapés, Mão Morta e Linda Martini, na
primeira noite, e a encerrar mais um projeto nacional pela voz de Capicua,
numa noite que conta também com o nigeriano Seun Kuti e Criolo, diretamente
do Brasil.

O evento continua amplamente reconhecido por promover um discurso de
intervenção e, à semelhança das edições anteriores, serão produzidos
videopoemas, com artistas de diferentes áreas a dizer poesia, que pontuarão
os intervalos entre as atuações do palco principal.

O Festival do Maio é uma iniciativa da Câmara Municipal do Seixal, com
curadoria do músico Luís Varatojo, e conta com a parceria media da Antena
3.


A iniciativa integra as comemorações do 51.º aniversário do 25 de Abril.


Recinto

Abertura: 19 horas.

Entradas e saídas:


Porta da Mundet, junto ao rio;

Entrada do Parque Urbano do Seixal, junto ao Estádio Municipal do Bravo.


Zona de street food.

Programa


30 de maio, sexta-feira

Xutos Pontapés – especial 40 anos do álbum «Cerco»

São a banda portuguesa de rock mais popular de sempre, tendo já sido
condecorados pelo presidente da República.

Com uma carreira de sucesso com quase cinco décadas de existência e muitos
milhares de discos vendidos, os Xutos editaram vários álbuns que marcaram a
música portuguesa, entre estes «Cerco», que caiu como uma bomba no
panorama musical nacional, em 1985. O álbum «Cerco» abordava questões
sociais e políticas com que os jovens se confrontavam na época e propunha
uma nova sonoridade que acabaria por marcar a identidade da banda.

É com base neste álbum, mas envolvendo também outras canções de luta do
seu vasto repertório, que os Xutos Pontapés se apresentam no Festival do
Maio 2025, num concerto único e imperdível.
 


Mão Morta

«Numa época em que o perigo do regresso do fascismo se torna palpável,
não apenas em Portugal mas em todo o mundo democrático, os Mão Morta não
podiam deixar de se manifestar e de denunciar este discurso polarizador,
inimigo da complexidade e da argumentação, onde as posições de direita se
mesclam com as da extrema-direita e as palavras de exaltada agressividade,
mais os apelos inflamados ao ódio, criam na opinião pública uma
predisposição para a destruição e o calar do outro. Foi sobre este
recrudescimento das forças maléficas antidemocráticas e do seu
comportamento arruaceiro, que os Mão Morta quiseram fazer um espetáculo,
deixando claro os perigos que corremos e em que a democracia incorre.»

Estas são as palavras dos próprios Mão Morta sobre a edição do seu mais
recente álbum, «Viva La Muerte», que assinala os 40 anos de carreira.
 


Linda Martini

Com mais de 20 anos de carreira, os Linda Martini têm reunido um culto
fervoroso, de norte a sul do país, transformando os seus concertos em
momentos de comunhão e catarse. Ano após ano, a banda vai surpreendendo com
discos certeiros, aclamados pela crítica e pelo público. Há uma identidade
vincada, inconfundivelmente sua, mas também uma procura constante de novos
caminhos.

O novo álbum, intitulado «Passa-Montanhas», mostra-nos, mais uma vez, a
banda a fazer aquilo que sabe, canções de arestas aguçadas, nos sons e nas
palavras.
 


 

O poema é uma arma (videopoemas)

 

31 de maio, sábado

Capicua

Capicua é Ana Matos Fernandes, rapper e letrista portuguesa, reconhecida
pela sua escrita autêntica e carregada de consciência social.

Ao longo da carreira, lançou vários álbuns e mixtapes, destacando-se pela
combinação de batidas intensas com mensagens sobre identidade, igualdade de
género e justiça social. A sua abordagem poética e inteligente
transformou-a numa das vozes mais influentes do hip-hop em Portugal.

Recentemente, Capicua lançou «Um Gelado Antes do Fim do Mundo», disco que
reforça o seu olhar crítico sobre a sociedade contemporânea, refletindo
sobre incertezas e esperanças num mundo em constante mudança.
 


Seun Kuti Egypt 80

Seun Kuti é um músico nigeriano, filho mais novo do lendário Fela Kuti e
atual líder da banda Egypt 80. Desde cedo, absorveu a energia do afrobeat e
o espírito de contestação característico do pai, mantendo viva a chama da
música de protesto e da fusão entre ritmos africanos e o jazz. Ao longo dos
anos, Seun conquistou reconhecimento internacional pelas suas atuações
enérgicas e canções políticas.

Em 2024, lançou o seu mais recente disco, intitulado «Revolution in
Harmony», reafirmando o compromisso com o legado familiar e adicionando
novas texturas sonoras ao género. O álbum apresenta arranjos sofisticados,
letras em iorubá e inglês, além de parcerias com artistas contemporâneos
que dialogam com a força rítmica do afrobeat. Com faixas intensas e
repletas de mensagens de esperança e luta, o trabalho captura a essência
vibrante da cultura nigeriana e ecoa a importância da consciencialização
política e social no continente africano.
 


Criolo

Criolo, nome artístico de Kleber Cavalcante Gomes, é um cantor, compositor
e rapper brasileiro, reconhecido pela diversidade do seu trabalho musical. O
seu percurso começou na periferia de São Paulo, onde cresceu rodeado pela
influência do rap, do samba e da música popular brasileira.

Além da música, Criolo está envolvido em projetos sociais e culturais e
esse compromisso com causas sociais reflete-se nas suas apresentações ao
vivo, que emocionam o público pela intensidade e pelo humanismo da mensagem.
Ao longo da sua carreira, recebeu prémios e consolidou-se como uma das vozes
mais importantes da cena contemporânea brasileira. A fusão de hip-hop,
samba, afrobeat e outros géneros faz de cada trabalho seu uma experiência
singular.

Criolo chega ao Seixal com seis álbuns e muito assunto na bagagem, para
encerrar a 6.ª edição do Festival do Maio.
 


 

O poema é uma arma (videopoemas)

 


 

Mapa do recinto
Equipamento:
Parque Urbano do Seixal

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