O GUIA FORA DE PORTAS

DA REGIÃO DE SETÚBAL


Caronte

21 Out 2026
CinemaSeixal
Sessão integrada no Ciclo de Cinema Vento Bota Fora.

A expressão «vento bota fora» usada pelos marítimos, refere-se a um
vento que vinha do lado da Companhia de Lanifícios de Arrentela e que era o
ideal para sair do esteiro do Rio Judeu, portanto, um vento bom.

Neste novo ciclo de cinema o tema é o rio e tudo o que abrange: pessoas,
fauna e flora, passado, presente e futuro.

 

Portugal | Documentário | 2026 | 103 minutos | M/ 12 anos
Realização: Tânia Gomes Teixeira

 

Sinopse

O filme «Caronte», realizado por Tânia Gomes Teixeira, propõe uma
reflexão sobre a morte, o luto e os rituais de despedida.

Tendo como pano de fundo o rio Douro, na cidade do Porto, uma das zonas do
território marítimo português com maior incidência de suicídios, o filme
acompanha Gastão, um homem reformado que dedica seis dias por semana à
vigília da ponte D. Luís I. A sua missão não é salvar aqueles que se
atiram ao rio, mas resgatar os seus corpos, devolvendo-os às famílias, para
que possam fazer o seu luto.

Com a participação de Gastão Teixeira, André Gil Mata e Tanya Ruivo,
esta obra é um cruzamento entre documentário e ficção, construindo-se em
torno de Gastão, uma figura singular, revelando gradualmente a sua rotina e
as suas motivações, mais através dos gestos do que das palavras. A
dimensão verbal surge na voz de uma narradora que estabelece paralelismos
entre o protagonista e a figura mitológica de Caronte, o barqueiro dos
mortos na mitologia grega, criando um diálogo entre realidade e
imaginação.

Nas palavras da realizadora, «Gastão passa os dias à espera. Quando entra
em ação é porque alguém se atirou. Já fez as pazes com essa decisão.
São os familiares que serve, ao dar-lhes corpos para que se possam
despedir.» A cineasta sublinha ainda a fusão entre o homem real e a figura
mitológica: «Gastão existe. Caronte não existe. Caronte é um barqueiro
da mitologia grega cujos gestos Gastão imita. Neste filme, os dois são um
só.»

Recentemente o filme recebeu o Prémio de Melhor Longa-Metragem Lusófona
no DOC.Coimbra – Festival Internacional de Documentários 2026.
 


 

Outras sessões

20 de outubro, terça-feira
Terra Vil

22 de outubro, quinta-feira
O Barqueiro

 

Formulário online

- A bilheteira do auditório abre hora e meia antes do início da sessão.
- As reservas deverão ser levantadas na bilheteira, no próprio dia, até
30 minutos antes do início do filme.

- Não havendo levantamento da reserva, a mesma será anulada.
- O número de ingressos a disponibilizar por pessoa pode ser limitado.
Equipamento:
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
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